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2026

EDITORIAL

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Dando continuidade ao tema “A Clínica Psicanalítica Hoje”, onde temos recolhido efeitos cada vez mais nefastos do discurso do capitalista, que fora anunciado por Lacan no Seminário XVII e na Conferência de Milão em 1972, verificamos as consequências de um tempo onde a palavra está banalizada, escondida no anonimato conveniente da virtualidade. 

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Trata-se de uma época rendida aos avanços da tecnologia e da inteligência artificial que furta o humano de se aprofundar na sua própria subjetividade. Indo totalmente na contramão do discurso analítico, que se propõe a fazer uma escuta atenta e comprometida com o sofrimento de cada um, que precisará fazer um importante resgate de sua história e atravessamento de seu fantasma para poder acessar um Bem-dizer, por meio de uma análise propriamente dita, onde aquilo que estava mal-dito possa se tornar bem-dito. Essa é a ética que rege a psicanálise, a ética do desejo e do Bem-dizer. 

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Em tempos de excessos e extremismos, onde nos deparamos com um enxame de autorizações de analistas e de escolas se autoproclamando psicanalíticas deliberadamente, a BFC advertida a essa problemática e com a preocupação em zelar pela transmissão em psicanálise, propõe esse eixo de trabalho para ao longo do ano nos distintos dispositivos de formação que ofertamos. Onde procuramos resgatar o rigor que Freud e Lacan apresentaram para essa teoria e prática que se diferencia das demais terapêuticas. Na qual antigo e novo se conjugam para dar lugar a um afazer analítico referenciado nas propostas freud-lacanianas que precisam considerar os tempos atuais em que vivemos e com o que nos deparamos na clínica. 

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Pretendemos preservar a essência da nossa práxis que, como Freud postulou, se trata da cura pela fala. Esse postulado permanece vigente, mesmo com os recursos digitais que estão ao nosso alcance e que não podem obstacularizar a direção de tratamento. Mas podemos nos servir dos mesmos, desde que com parcimônia e na posição de não-saber que o analista precisa ocupar para dirigir uma cura, conforme Lacan apontou. E somente numa fala dirigida a um Outro que precisa estar encarnado em alguém que sustente, com seu desejo de analista, comparecendo com sua presença, também de analista, para poder ocupar o lugar de semblante de objeto a, que uma cura pode se dar em psicanálise.

ATIVIDADES

 A Transmissão da Psicanálise está longe de ser um discurso universitário, assim nos propomos a ter o maior número de interlocutores que nos permitam questionar e revisar a obra de Freud e Lacan e a práxis dela.

 Iniciaremos o ano de 2026 com uma grande atividade presencial com os psicanalistas Alba Flesler e Isidoro Vegh. E no mês de abril, receberemos Silvia Amigo.

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Acompanhe nossas atividades em nossa página do facebook: facebook.com/Biblioteca-Freudiana-de-Curitiba-240103156102433/

Biblioteca Freudiana de Curitiba
Rua Marechal Hermes, 1347  Centro Cívivo - Curitiba  Paraná
Telefone 41 3342-6238  E-mail b.freudiana@uol.com.br
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